09 October, 2007



A Esquina do Mundo


Conhecida como “Big Apple” (a grande maçã), a cidade de New York (NY) é a mais populosa e famosa dos EUA e concentra um dos maiores conglomerados humanos do planeta, com cerca de 18 milhões de habitantes. Além de centro econômico e cultural mundial, também é a sede da Organização das Nações Unidas. Dividida em 5 regiões, Bronx, Brooklyn, Manhattan, Queens e Staten Island, NY é familiar a qualquer pessoa que já teve oportunidade de assistir televisão ou ter ido ao cinema. A Times Square, o Central Park, a estátua da Liberdade nos são tão familiares como um cafezinho com pão de queijo. As atrações culturais são um convite aos mais variados gostos, mas não obstante o seu charme, NY é uma megalópolis com todos os problemas comuns as outras. O trânsito é caótico e os taxistas mais parecem saídos de uma batalha da idade média. Tentar atravessar a rua, mesmo quando o sinal está aberto para os pedestres é uma aventura e tanto. O metrô é eficiente, mas não é muito amigável. É um bocado complicado saber se estamos indo para o lado certo e mesmo como uma probabilidade de 50 % de acerto, parece que existe uma tendência de sempre escolhermos a direção errada. A população de NY é extremamente variada e encontra-se representantes da mais diferentes culturas. Muitas vezes tem-se a impressão de se estar vivendo num filme como Blade Runner. Creio que Ridley Scott não deve ter tido maiores dificuldades em dirigir tal filme se andou pela Broadway. Na verdade, todos nos sentimos meio mutantes andando na noite de NY. Apesar da fama, o novaiorquino é simpático. Do seu jeito, mas é! Não espere muita atenção pois tempo é mercadoria de luxo. Contudo, na medida do possível e dentro do pragmatismo vigente, tentam ajudar. Aliás, coisa rara em NY é um novaiorquino. Ouve-se todo o tipo de idioma menos o inglês e não raro tem-se a impressão de se estar num país de língua espanhola. Brasileiros, com certeza, são presença constante. É interessante estar num local como o Hard Rock Cafe ou na Barnes & Noble e ouvir aquele conhecido idioma bem ao nosso lado. Dirigindo-se mais ao sul de Manhatan encontramos Wall Street, o coração econômico do mundo. Fica difícil à um simples mortal ter uma dimensão dos bilhões de dólares e milhões de vidas que lá estão em jogo todos os dias. Avançando mais um pouco na Broadway chega-se ao porto onde pode-se tomar um barco para conhecer a estátua da Liberdade, certamente o mais importante ícone dos Estados Unidos. A Estátua da Liberdade foi esculpida por Frederic A. Bartholdi e é sustentada por uma estrutura desenhada por Alexandre G. Eiffel (que construiu a torre Eiffel). É impossível não se emocionar diante sua visão. Mais ainda, não se emocionar com o que foi sua perspectiva no dia 11 de setembro de 2001 quando o World Trade Center foi atacado. O que resta dos dois prédios é um imenso vácuo chamado de “Ground zero”. Provavelmente algo mais imponente vai ser construído no local. Contudo, a visão dos horrores vividos pelas vítimas de uma estratégia equivocada aplaudida por milhares de idiotas ensandecidos jamais será apagada. Sempre haverá a lembrança de que na esquina do mundo a humanidade tomou o caminho errado.

By Luiz E. Henkes
Publicado no Diário do Rio Doce em 8 de Março de 2007

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