
Defenda o Urso-Polar
O Painel Intergovernamental da Mudança Climática (IPCC) é um grupo de estudos estabelecido para Organização Meteorológica Mundial (WMO) e pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEP). O IPCC contudo, não desenvolve pesquisas próprias. Seu trabalho, baseado na análise de publicações técnico/científicas, visa estimar o impacto e o risco dos efeitos da atividade humana no clima da Terra e sugerir alternativas para minimizá-lo. Só para termos uma dimensão, o relatório de 2007 a ser publicado nos próximos dias está fundamentado na opinião de mais de 2500 pesquisadores de mais de 130 países e levou 6 anos para ser concluído. O estudo concluiu algo que já sabemos; o clima está mudando. Mesmo cientistas que não acreditam que as alterações climáticas atuais tenham origem na nossa falta de respeito com o planeta, concordam que mudanças estão ocorrendo e as projeções não são animadoras. Segundo o relatório do IPCC, a emissão de gases que causam o efeito estufa teve um incremento de 70 % de 1970 até 2004 e acredita-se que esta ainda pode aumentar de 25 a 90 % até 2030 se nada for feito. As nações consideradas ricas possuem cerca de 20 % da população mundial, mas são responsáveis por quase 50 % da emissão de tais gases. Se seguirmos neste ritmo, as mudanças climáticas causarão um aumento da incidência de secas e fome, na África e na Ásia além da elevação do nível dos oceanos e um aumento da freqüências de inundações e tempestades de grande impacto. O ser humano parece sofrer de uma espécie de “estrabismo moral”. Cada um de nós só consegue olhar o próprio umbigo e faz de conta que toda essa história só diz respeito aos outros. Está mais do que na hora de tomarmos consciência de que todos seremos afetados. Não há a mínima garantia de que alguém em especial vai conseguir sair ileso. Há muito pressionamos as reservas do planeta além de limites sustentáveis. Mesmo os que não estarão vivos para padecer as consequências de nossa irresponsabilidade devem se dar conta que seus descendentes vão estar. Que planeta pretendemos deixar para nossos filhos e netos ? O empresário que contamina o ar e polui rios não pode por um segundo afirmar que está se preocupando com o futuro dos filhos. Do mesmo modo, está sendo egoísta o agricultor que não protege mananciais e derruba florestas. Ambos pensam apenas na sua própria riqueza e ignoram o futuro de seus próprios descendentes. Contudo, mesmo o simples cidadão que não possui uma indústria ou uma fazenda precisa fazer a sua parte. Cuidados mínimos no cotidiano, como evitar o desperdício de água e energia, reciclar e limitar o uso de produtos descartáveis no conjunto da sociedade tem um efeito muito significativo e importante. Somos todos parte do problema e por conseguinte, podemos nos tornar parte da solução. Mesmo que neste exato momento, cessássemos toda a emissão de gases causadores do efeito estufa, os efeitos dos danos que já causamos ainda iriam alterar o clima da Terra pelos próximos 30 anos, no mínimo! Não existe solução a curto prazo. O que existe, é algo muito básico chamado “bom senso”. Não se concentre tanto nos quatro carros do seu vizinho nem nos países que não assinaram o tratado de Kioto. Antes disso, tenha certeza de que você está fazendo o possível. Uma vez que você esteja completamente convencido de que faz sua parte, vista a camiseta e vá para as ruas defender a sobrevivência do Urso-Polar, da Arara-Azul do Boto Cor-de-rosa e tudo mais que você julgar importante.
O Painel Intergovernamental da Mudança Climática (IPCC) é um grupo de estudos estabelecido para Organização Meteorológica Mundial (WMO) e pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEP). O IPCC contudo, não desenvolve pesquisas próprias. Seu trabalho, baseado na análise de publicações técnico/científicas, visa estimar o impacto e o risco dos efeitos da atividade humana no clima da Terra e sugerir alternativas para minimizá-lo. Só para termos uma dimensão, o relatório de 2007 a ser publicado nos próximos dias está fundamentado na opinião de mais de 2500 pesquisadores de mais de 130 países e levou 6 anos para ser concluído. O estudo concluiu algo que já sabemos; o clima está mudando. Mesmo cientistas que não acreditam que as alterações climáticas atuais tenham origem na nossa falta de respeito com o planeta, concordam que mudanças estão ocorrendo e as projeções não são animadoras. Segundo o relatório do IPCC, a emissão de gases que causam o efeito estufa teve um incremento de 70 % de 1970 até 2004 e acredita-se que esta ainda pode aumentar de 25 a 90 % até 2030 se nada for feito. As nações consideradas ricas possuem cerca de 20 % da população mundial, mas são responsáveis por quase 50 % da emissão de tais gases. Se seguirmos neste ritmo, as mudanças climáticas causarão um aumento da incidência de secas e fome, na África e na Ásia além da elevação do nível dos oceanos e um aumento da freqüências de inundações e tempestades de grande impacto. O ser humano parece sofrer de uma espécie de “estrabismo moral”. Cada um de nós só consegue olhar o próprio umbigo e faz de conta que toda essa história só diz respeito aos outros. Está mais do que na hora de tomarmos consciência de que todos seremos afetados. Não há a mínima garantia de que alguém em especial vai conseguir sair ileso. Há muito pressionamos as reservas do planeta além de limites sustentáveis. Mesmo os que não estarão vivos para padecer as consequências de nossa irresponsabilidade devem se dar conta que seus descendentes vão estar. Que planeta pretendemos deixar para nossos filhos e netos ? O empresário que contamina o ar e polui rios não pode por um segundo afirmar que está se preocupando com o futuro dos filhos. Do mesmo modo, está sendo egoísta o agricultor que não protege mananciais e derruba florestas. Ambos pensam apenas na sua própria riqueza e ignoram o futuro de seus próprios descendentes. Contudo, mesmo o simples cidadão que não possui uma indústria ou uma fazenda precisa fazer a sua parte. Cuidados mínimos no cotidiano, como evitar o desperdício de água e energia, reciclar e limitar o uso de produtos descartáveis no conjunto da sociedade tem um efeito muito significativo e importante. Somos todos parte do problema e por conseguinte, podemos nos tornar parte da solução. Mesmo que neste exato momento, cessássemos toda a emissão de gases causadores do efeito estufa, os efeitos dos danos que já causamos ainda iriam alterar o clima da Terra pelos próximos 30 anos, no mínimo! Não existe solução a curto prazo. O que existe, é algo muito básico chamado “bom senso”. Não se concentre tanto nos quatro carros do seu vizinho nem nos países que não assinaram o tratado de Kioto. Antes disso, tenha certeza de que você está fazendo o possível. Uma vez que você esteja completamente convencido de que faz sua parte, vista a camiseta e vá para as ruas defender a sobrevivência do Urso-Polar, da Arara-Azul do Boto Cor-de-rosa e tudo mais que você julgar importante.
By Luiz E. Henkes
Publicado no Diário do Rio Doce em 12 de Abril de 2007

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